A vida só tem um sentido, e o único sentido que a vida tem é quando investimos nossa vida na vida dos outros, ou quando encarnamos a luta dos outros como se ela fosse nossa, a luta do coletivo. Esta é a lida do Promotor de Justiça: lutar pela construção contínua da cidadania e da justiça social. O compromisso primordial do Ministério Público é a transformação, com justiça, da realidade social.


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13 de janeiro de 2008

De volta à realidade: A Inglaterra restabelecerá punição severa para a maconha


Até 2004, a Inglaterra tinha uma das legislações antidrogas mais severas da Europa. Naquele ano, no entanto, uma decisão do governo teve o efeito de um sinal verde para os usuários de maconha: a droga foi reclassificada pelos órgãos de saúde do país e passou a ser considerada menos perigosa. Como conseqüência, a punição para usuários pegos em flagrante praticamente extinguiu-se: hoje, quem é apanhado com maconha na Inglaterra não está sujeito a mais do que uma bronca do policial responsável pela ação. A decisão de afrouxar a vigilância em relação ao uso do entorpecente foi justificada, na ocasião, com o argumento de que a polícia deveria concentrar-se na repressão a drogas com maior poder de destruição, como a cocaína e a heroína. Prova de que o raciocínio estava equivocado é o fato de que o governo inglês planeja voltar atrás na resolução. O primeiro-ministro Gordon Brown aguarda apenas a conclusão de um estudo que vem sendo feito pelo Advisory Council on the Misuse of Drugs, conselho que avalia os efeitos do uso de drogas, para anunciar que a maconha voltará a pertencer ao grupo dos entorpecentes sujeitos a repressão severa (neste caso, com multa e cinco anos de prisão para o usuário). O estudo, cujos resultados preliminares já são de conhecimento do governo, mostrará que a maconha prejudica a saúde mental dos consumidores mais do que se imaginava.

Ainda que esse estudo não trouxesse nenhuma novidade a respeito dos danos à saúde causados pela maconha, a lógica mais trivial já recomendaria apertar o cerco aos seus usuários. Em sintonia com a política antitabagista da Europa, o cigarro está proibido nos pubs ingleses desde julho. E a ciência já comprovou que a maconha – que também aumenta o risco de infecções e inflamações nas vias respiratórias, além de conter substâncias cancerígenas – pode ser tão ou mais maléfica do que o tabaco para os pulmões.

Revista Veja - Edição 2043

NOTA DO EDITOR DO BLOG: Em terrae brasilis, conforme a política traçada pela Lei 11.343, nota-se a frouxidão punitiva do Estado no que diz respeito ao usuário de drogas (v.g., cocaína, extase, LSD, maconha, heroína etc.), ao que tudo indica, rumo à descriminalização do uso de drogas.

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