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28 de junho de 2007

A opção pelo Curso de Graduação em Direito: Prós e contras



1. Por que se deve cursar Direito?

Primeiramente, porque o Direito constitui uma das ciências humanas mais interessantes e vastas, lidando com conteúdos da Filosofia, da Ciência Política, da Sociologia, da História, das Artes e da Literatura. Cursar Direito significa, no mínimo, expandir os horizontes culturais. O Direito oferece a seus cultores uma formação humanística rigorosa, disponibilizando-lhes conhecimentos básicos sobre o mundo em que vivemos. Tudo que nos rodeia possui algum sentido jurídico, e fica bem mais fácil lidar com algumas situações cotidianas se entendermos como se inserem na tessitura jurídico-normativa.

Outro bom motivo para o estudo do Direito radica-se na possibilidade de realização pessoal para quem pretende representar o papel de agente de mudanças e de transformações sociais. A estrutura político-social está impregnada de normas jurídicas. Para interagir com tal arcabouço parece-me essencial um conhecimento jurídico sólido e profundo, que somente pode ser adquirido em um curso superior de Direito. Estudar o Direito de maneira séria e consciente equivale a um ato de cidadania. Um bom curso de Graduação em Direito deve ter em mira formar cidadãos completos e conscientes, que, obviamente, poderão ser advogados, juízes, promotores de justiça etc., mas que em primeiro plano serão pessoas interessadas nos destinos da sociedade que integram.

Há quem se dedique romanticamente ao curso de Graduação em Direito com o objetivo utópico de mudar o mundo de uma vez para sempre, ou, em casos mais modestos, resolver problemas jurídicos pessoais, levando a sério a máxima da sabedoria popular segundo a qual “se você quer algo bem feito, faça você mesmo”. Em minha experiência como professor, conheci alguns alunos que resolveram se formar em Direito apenas para entender processos judiciais em que estão envolvidos há anos e que lhes parecem sumamente irracionais e injustos. Sem dúvida, trata-se de uma boa motivação inicial, mas com o tempo ela quase sempre deixa de existir. Lembremo-nos que o curso de Graduação em Direito dura normalmente cinco anos... É preciso que você se questione: quero compreender o Direito apenas para lidar com os meus próprios problemas? Se a resposta for positiva, penso que a consulta a um advogado competente é suficiente, não sendo necessário o recurso extremo da Graduação em Direito. Todavia, os esclarecimentos oferecidos por um advogado honesto podem aumentar o sentimento de revolta do seu cliente, pois devido ao nonsense e ao absurdo kafkiano imperantes em nosso sistema jurídico, várias situações conflitivas não contam com soluções jurídicas satisfatórias.

Quanto àqueles poucos idealistas que vêem no Direito um instrumento para a reforma total e incondicional da sociedade, parece-me prudente que redirecionem as suas prioridades e os seus ideais. Um homem sozinho não muda o mundo, e se a sua busca é a de justiça absoluta, está fadada ao fracasso. Aspirações nobres costumam ser potentes combustíveis no início do curso de Graduação em Direito; mas, se não são redimensionadas, no decorrer do curso levam invariavelmente a um misto de frustração e de sentimento de impotência, já que ninguém, por melhor que seja, modifica estruturas político-sociais complexas apenas armado de boa vontade. Podemos fazer a diferença, sem dúvida. Cada homem é necessário para a história do mundo. Não prego o ceticismo e a indiferença, mas um realismo transformador efetivo e conseqüente. Devemos ter consciência da nossa pequenez diante da multiplicidade do real. Se, com o Direito, conseguirmos melhorar um pouquinho o mundo, já teremos realizado um grande feito. Além disso, ainda que possamos semear grandes melhorias, são quase sempre os nossos filhos ou netos que colherão os frutos maduros. Lutar contra a indiferença e o alheamento constitui, para mim, o verdadeiro ato de heroísmo dos dias de hoje. Não se resignar diante da injustiça, eis o maior dos desafios para o homem do Direito. Aliás, resignar-se, disse Honoré de Balzac (1799-1850), equivale a um suicídio cotidiano. Dedicar-se ao Direito e à justiça não significa necessariamente bater-se por grandes propósitos, mas, como quer William Shakespeare (1564-1616), achar motivo para briga em uma palha se a honra está em jogo. O devoto do verdadeiro Direito – e não das versões espúrias que transitam por este país – precisa estar sempre pronto a responder positivamente à questão fatal proposta por Rudyard Kipling (1865-1936) em seu conhecido poema “If” (“Se”), abaixo apresentado na magistral tradução de Guilherme de Almeida (1890-1969):

Se és capaz de manter a tua calma quando
Todo o mundo ao teu redor já a perdeu e te culpa;
De crer em ti quando estão todos duvidando,
E para esses no entanto achar uma desculpa;
Se és capaz de esperar sem te desesperares,
Ou, enganado, não mentir ao mentiroso,
Ou, sendo odiado, sempre ao ódio te esquivares,
E não parecer bom demais, nem pretensioso;
Se és capaz de pensar – sem que a isso só te atires;
Se encontrando a desgraça e o triunfo conseguires
Tratar da mesma forma a esses dois impostores;
Se és capaz de sofrer a dor de ver mudadas
Em armadilhas as verdades que disseste,
E as coisas, por que deste a vida, estraçalhadas,
E refazê-las com o bem pouco que te reste;
Se és capaz de arriscar numa única parada
Tudo quanto ganhaste em toda a tua vida,
E perder e, ao perder, sem nunca dizer nada,
Resignado, tornar ao ponto de partida;
De forçar coração, nervos, músculos, tudo
A dar seja o que for que neles ainda existe,
E a persistir assim quando, exaustos, contudo
Resta a vontade em ti que ainda ordena: “Persiste!”;
Se és capaz de, entre a plebe, não te corromperes
E, entre reis, não perder a naturalidade,
E de amigos, quer bons, quer maus, te defenderes,
Se a todos podes ser de alguma utilidade,
E se és capaz de dar, segundo por segundo,
Ao mínimo fatal todo o valor e brilho,
Tua é a terra com tudo o que existe no mundo
E o que mais – tu serás um homem, ó meu filho!

2. Por que não se deve cursar Direito?

A resposta a esta questão parece-me bem mais complexa e interessante do que à anterior, já que expõe alguns mitos relacionados à escolha do curso de Direito feita pelos estudantes. Muitas pessoas que consideram a possibilidade de se dedicar a um curso de Graduação em Direito têm em vista o status social e os altos ganhos que, supostamente, as carreiras jurídicas oferecem. Aqueles que pensam assim deveriam ler com atenção a reportagem de capa da revista “Carta Capital” de novembro de 2005 (ano XII, nº 370), onde se alude ao inchaço do mercado e à situação de virtual desemprego da maioria dos egressos das centenas de cursos de Graduação em Direito existentes no país. Ao lermos o dito texto – intitulado “Os campeões do diploma” e destacado na capa com a chamada em letras garrafais “Universidade: A miséria usa beca” – ficamos estarrecidos ao saber que Direito e Administração são os cursos mais procurados pelas pessoas, abocanhando, sozinhos, 30% do mercado brasileiro de cursos superiores. Entretanto, tornar-se Bacharel em Direito não equivale a garantia de emprego, muito menos de poupudos salários. Vejamos os dados: “O desemprego entre formados em cursos de direito, cujo número quadruplicou na última década, é alto no País. Segundo o Observatório Universitário, do total de 665.409 bacharéis registrados pelo Censo 2000 do IBGE, 25% não estavam trabalhando na semana de referência da pesquisa. E, entre os ocupados, apenas 51,3% trabalhavam na área jurídica. Dos que atuavam em outros ramos, muitos exerciam atividades que exigem qualificação inferior, como as de técnico de nível médio (26%), trabalhadores de serviços administrativos (15%) e serviços e vendedores do comércio (8%)” (p. 13).

Segundo reportagem do Portal Aprendiz, no dia 04 de agosto de 2006 existiam no Brasil exatamente 1003 cursos de Graduação em Direito funcionando, conforme levantamento da Comissão de Ensino Jurídico do Conselho Federal da OAB. Estima-se que a cada ano 120 mil alunos se formam em Direito no Brasil, sendo que só em 2004 foram matriculados 533 mil estudantes em cursos de Direito brasileiros. O Estado de São Paulo possui atualmente 222 cursos de Graduação em Direito, mais do que todas as escolas de Direito dos Estados Unidos da América, em número de 205. Minas Gerais ocupa o segundo lugar no ranking brasileiro, com 125 cursos de Graduação em Direito. Ao lado da Bahia, Minas Gerais é o Estado que apresenta maior índice de crescimento no que se relaciona à abertura de cursos jurídicos. Por fim, frise-se que atualmente o Brasil conta com cerca de 517 mil advogados inscritos nos quadros da OAB, apesar da reprovação no Exame de Ordem girar em torno de 70%, chegando a 90% em São Paulo.

Hoje a conclusão de um curso de Graduação em Direito não significa nada em termos de perspectivas para o futuro. Já não estamos no séc. XIX, quando o número de bacharéis ainda era relativamente pequeno no Brasil, razão pela qual a profissão de advogado era bastante elitizada. E mesmo naquela época já era popular a quadrinha: “Quando Deus voltou ao mundo,/ Para punir os infiéis,/ Ao Egito deu gafanhotos,/ Ao Brasil deu bacharéis”. Nos dias atuais, além dos quase 700 mil bacharéis registrados, existem em nosso país cerca de um milhão de estudantes de Direito matriculados em cursos de Graduação públicos ou privados. Agora, o Bacharel em Direito que quiser fazer jus aos altos salários oferecidos por certas carreiras jurídicas – notadamente as do Poder Judiciário e do Ministério Público – deverá se submeter a concursos cada vez mais exigentes e seletivos. Ele não poderá sequer advogar, caso não obtenha sucesso no Exame de Ordem, que em 2005 aprovou em São Paulo apenas 7,16% dos candidatos inscritos (p. 14). Tal significa que o nível de exigência para a ascensão social e financeira está cada vez mais alto, reflexo da explosão de cursos de Direito no Brasil, a maioria sem a mínima possibilidade de formar verdadeiros bacharéis.

Por outro lado, mesmo aqueles que conseguem ser aprovados nos predatórios concursos públicos devem estar cientes de que preocupações exclusivamente financeiras e de status social são sinônimos de frustração pessoal e de uma vida vazia. Se não fazemos o que gostamos, somos menos do que fantasmas repetindo diariamente rituais sem sentido. Diz-se que o trabalho dá sentido à vida humana e, obviamente, remuneração digna constitui requisito importante para a escolha de qualquer profissão. Contudo, transformar a recompensa pelo trabalho em motivo para o trabalho é apostar na depressão, na frustração e em constantes visitas ao psicanalista, quiçá ao psiquiatra. Há muitos modos de se ganhar dinheiro, se tal corresponde ao seu principal objetivo. E a formação de nível superior, especialmente em Direito, não é um deles. Os cursos de Graduação em Direito são onerosos (espiritual e economicamente), seus resultados incertos e, na maioria das vezes, incapazes de, por si mesmos, mudarem a vida de alguém que não se tenha decidido internamente a fazê-lo. Não há passes de mágica e nem soluções fantásticas. O Direito não constitui panacéia para todos os males, e mesmo que você goste do curso – o que já representa um ótimo começo –, se você não se dedicar a ele com seriedade e rigor – e isso implica abrir mão de muitas coisas –, certamente irá fracassar, engrossando as estatísticas de bacharéis que não atuam na seara jurídica.

Assim, altos salários e posição social não são bons motivos para se graduar em Direito. Do mesmo modo, ter parentes na área jurídica também me parece irrelevante. Aliás, falando em pais e filhos, há um considerável número de jovens cursando a Graduação em Direito não por opção própria, mas para agradar aos seus genitores, que inclusive costumam recompensá-los com os mais diversos bens, em paga à obediência dos mesmos. Tal prática parece-me odiosa porque, a um só tempo, anula a liberdade do indivíduo e o acostuma a um ambiente em que corrupção e suborno são vistos como normais. Evidentemente, a escolha – ou mesmo a imposição – dos pais não se apresenta como razão adequada para se cursar Direito, e isso por motivos óbvios: somente o próprio indivíduo é dono do seu destino. Por mais que esta verdade possa gerar desavenças familiares, deve ser compreendida tanto por pais quanto por filhos, especialmente por aqueles que se negam a crescer e delegam com prazer todas as decisões sobre as suas vidas aos pais. A opção por certo curso superior envolve um exercício de liberdade e de maturidade, não devendo ser realizada por terceiros, ainda que bem intencionados, sob pena de geração de frustrações e de problemas bastante sérios em médio e longo prazo.

19 Comentários:

Anônimo disse...

Se todos os acadêmicos de Direito levassem esses conselhos em consideração, certamente, se privariam de frustrações para si e para a sociedade. Estou no 2º período de Direito e vejo muita ganância, expectativas sem ações, estudantes mais preocupados em festas e "status" do que em estudar seriamente e construir um futuro digno. Pessoalmente, é frustrante ver que sou ignorada por alguns amigos. Quando os incentivo a estudar, logo sou rotulada de "careta", "maníaca" por estudo.

Admiro seu blog. Obrigada por "abrir as portas" do universo do MP para admiradores como eu.

Anônimo disse...

Muito importante esse texto,ajuda bastante ao leitor á saber os princípios e finalidades do curso de Direito.
O que me deixou feliz foi poder confirmar atraves desse texto tudo o que eu penso sobre a area de Direito e assim comprovo que cada vez mais gosto desse curso que pretendo fazer.Tudo isso é minha cara e vou enfrentar os desafios com todas as minhas forças

Anônimo disse...

Um dos melhores textos que já li sobre a escolha do curso de Direito. Excelente!

Rogério Fernandes Delgadinho Advogado disse...

Ótimo Texto, fiz a graduação e não me arrependo! passei no exame de ordem e me sinto realizado me tornei Advogado, ganhando bem ou não, sinto que cumpri um dever comigo e a sociedade, aprendi ainda mais a respeitar e entender a democracia e todos os dias combato os que defendem um Estado voltado para o interesse dos políticos, acho que o Brasil esta começando a entender o poder do voto

Dr. Rogério Fernandes Delgadinho Advogado

Anônimo disse...

Estava a procurar um motivo ou não, para fazer o vestibular de Direito, já sou contadora e tenho meu proprio negocio. Porém acredito que a área contabil está marginalizada e fazer Direito, ao meu ver, abriria portas infinitas e teria de fato uma valorização.
Pude perceber que esse pensamento é ilusório, a área está saturada, e todos os dias podemos observar cargos inferiores, como pintor, ou pedreiro ganharem até mais do que um advogado.
Obrigada pela sinceridade de suas palavras, vou especializar-me e fazer uma pós-graduação na minha propria área. Acredito que dificuldades, todos nós profissionais temos, basta superarmos.

Alexandra Chmielewicz - contadora

Dr. Rogério Fernandes Delgadinho-Advogado-São José do Rio Preto/SP disse...

Ainda acredito que o Advogado exerce a profissão por paixão, defender, acusar, ganahar ou perder isto é salutar na democracia, acredito na força do meu país, acredito na liberdade e na igualdade. Um pedreiro tem sua função, não importa se ganha mais ou menos que um Advogado, estarei a disposição dele quando vier procurar JUSTIÇA e farei de tudo para ajudar.
Advocacia é sagrada o dinheiro é apenas uma coisa natural do sacerdócio.

Dr. RogérioFernandes Delgadinho

Schmitt disse...

Excelente artigo. Estou no 9° período do curso de graduação em direito. Iciciei o curso de direito por falta de opção, mas descobri a importância que o curso está tendo em minha vida. Quero ser magistrado, e para isso vou lutar bastante por este ideal. Acredito que o estudo do direito pode mudar vidas, transformar personalidades e contribuir para uma sociedade mais justa, nenos desigual e menos corrupta

Advogado disse...

Schimtt continue assim, estude sempre corra atrás do seu ideal. Afinal uma graduação neste país esta fora da realidade da maioria, penso que todos os cidadãos deveriam fazer Direito é um curso que te ensina conceito básicos de Justiça e Democracia tornando a sociedade menos violenta!
Dr. Rogério Fernandes Delgadinho

Anônimo disse...

GOSTARIA PRIMEIRAMENTE DE PARABENIZA-LO PELO ARTIGO,POIS PRA MIM FOI DE SUMA IMPORTANCIA PARA CONCRETIZAR MINHAS IDEIAS.INICIAREI O CURSO NESTE SEMESTRE E VOU LEVAR TODAS AS IDEIAS ABORDADAS,PORQUE PRETENDO SER BOM NO QUE VOU FAZER.

Anônimo disse...

Estava querendo eu fazer o curso de História, e de súbito veio-me na cabeça Direito...sou muito ligado e interessado pela justiça social, só não sei se fazendo o curso de Direito terei neste minhas aspirações alcançadas. Alguém pode me ajudar nisso? Ah, e não esqueçendo, meus parabéns ao autor do texto, muito informativo e esclarecedor.

Anônimo disse...

Sou formado em Direito e não fui feliz durante os 5 anos do curso, e olha que cursei uma Universidade Federal bastante concorrida!!! Não tenho vocação para a carreira jurídica, acho tudo muito chato, mas acabei me formando com medo de decepcionar meus pais, caso eu desistisse. Hoje sou concursado em uma função que não tem nada a ver com o Direito e, embora seja de nível superior, é uma outra atividade que não se encaixa no meu perfil... Gosto de Artes, Literatura, Filosofia, etc. Mas nem sempre podemos escolher 100% as coisas, pois acredito que isso não pode ser encarado do ponto de vista egoístico. Temos sempre que levar em consideração a opinião dos nossas amigos e familiares, afinal vivemos com eles... É depressivo viver em um ambiente em que as pessoas não concordam com seu posicionamentos vocacional!!! Por isso, preferi fazer o que não gosto, a ter que conviver com o sentimento de decepção que causaria nas pessoas... A depressão apareceria, no meu caso, em qualquer uma das opções!!!
Meu e-mail é ufpa2004@bol.com.br caso você queira me dar umas palavras de incentivo. Obrigado!

carlos castelo branco disse...

meu nome é carlos,tenho 30 anos moro no es capital tenho vontade de cursar direito,no intuito de saber lidar com injustiças do cotidiano e quem sabe assim progredir no judiciario afim de prestar bons serviços a sociedade de modo geral,dando foco aos mais necessitados e da tão sonhada justiça que é direito de todos nós brasileiros ...
um forte abraço ao professor, saiba que foi de grande valia teus conselhos parabéns !

Anônimo disse...

È bom saber que aida existem pessoas que dão bons conselhos.Emelhor ainda é saber aproveita-los.Obrigada.Vou realizar meu sonho.

Anônimo disse...

Olá eu ja pensava que quem opta por direito é por paixão,por querer realizar um sonho e com certeza não se tem um bom nivél financeiro na profissão de advogado alías no nosso país quase ninguém tem um salário digno. Porém se formos analizar seja oque for que fizermos tem que ser porque realmente gostamos,primeiramente é claro e depois pelo interesse financeiro assim teremos mais chances de aprender e cometer menos erros na profissão e este é meu sonho e vou realiza- lo obrigada pela certeza que tive ao ler suas palavras. nada como saber para dizer!!!!!! admiro sua profissão!

Anônimo disse...

SOU POLICIAL MILITAR/PE, TENHO UMA ADMIRAÇAO PELA ADVOCACIA, UM DOS MEUS PROJETOS E CURSAR UMA FACULDADE DE DIREITO TENHO A CERTEZA DE QUE QUANDO HA DEDICAÇAO E MUITA FORÇA DE VONTADE TUDO FICA MAIS FACIL.INVELIZMENTE TEM PESSOAS QUE BUSCA ESTATUS, DINHEIRO E FAMA: ISSO FOSSE SINONIMO DE FELICIDADE. DEVEMOS CORRE ATRAS DE NOSSOS IDEAIS. NA VIDA SOMOS AS ESCOLHAS QUE FAZEMOS

Anônimo disse...

Sou estudante e semestre que vem vou iniciar o curso de Direto, tudo que li aqui serviu para me motivar ainda mais para entrar de cabeca nessa area, muitas pessoas sao insjustocadas por nao saber seus direitos, e o profissional dessa area está ai para defender seu cliente. Acredito que todo o brasileiro deveria saber tudo sobre leis e direitos dos cidadaos... Mas como isso nao é possivel,acaba virando papel do advogado estudar.

Anônimo disse...

Mais: http://www.lfg.com.br/public_html/article.php?story=20101207204421176

Anônimo disse...

Um dos melhores textos que eu li. O blog está de parabéns!

Anônimo disse...

Parabéns pelo artigo . Começarei minha graduação em direito no inicio de 2012 e muitas vezes me vejo com receio de errar a escolha do curso já que conclui o ensino médio em 2011 e tudo parece muito novo. O artigo me ajudou muito e a cada dia me sinto mais certa de que não falhei ao optar por essa causa .

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Paradigma

O Ministério Público que queremos e estamos edificando, pois, com férrea determinação e invulgar coragem, não é um Ministério Público acomodado à sombra das estruturas dominantes, acovardado, dócil e complacente com os poderosos, e intransigente e implacável somente com os fracos e débeis. Não é um Ministério Público burocrático, distante, insensível, fechado e recolhido em gabinetes refrigerados. Mas é um Ministério Público vibrante, desbravador, destemido, valente, valoroso, sensível aos movimentos, anseios e necessidades da nação brasileira. É um Ministério Público que caminha lado a lado com o cidadão pacato e honesto, misturando a nossa gente, auscultando os seus anseios, na busca incessante de Justiça Social. É um Ministério Público inflamado de uma ira santa, de uma rebeldia cívica, de uma cólera ética, contra todas as formas de opressão e de injustiça, contra a corrupção e a improbidade, contra os desmandos administrativos, contra a exclusão e a indigência. Um implacável protetor dos valores mais caros da sociedade brasileira. (GIACÓIA, Gilberto. Ministério Público Vocacionado. Revista Justitia, MPSP/APMP, n. 197, jul.-dez. 2007)