A vida só tem um sentido, e o único sentido que a vida tem é quando investimos nossa vida na vida dos outros, ou quando encarnamos a luta dos outros como se ela fosse nossa, a luta do coletivo. Esta é a lida do Promotor de Justiça: lutar pela construção contínua da cidadania e da justiça social. O compromisso primordial do Ministério Público é a transformação, com justiça, da realidade social.


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24 de agosto de 2007

Fome de justiça


Desde a manhã de segunda-feira (20/08), o Promotor de Justiça Benedito Coroba iniciou um protesto com greve de fome, no prédio da Promotoria de Vargem Grande. Benedito Coroba é profundamente dedicado ao seu trabalho e, desde os tempos de advogado, sempre teve expressiva militância na área penal. Seu protesto tem pontuado muitas conversas nos meios jurídicos e nos mais diversos segmentos da sociedade, rendendo opiniões de todo tipo.

O Parquet – Qual o significado do seu gesto?
Coroba – A defesa da vida, o fim da impunidade e o combate a corrupção. A defesa da vida dos Promotores, dos Juizes, dos Delegados, dos Cidadãos. Porque os prefeitos, apesar de exercerem uma parcela de poder, já estão a mercê da sorte. E o fim da impunidade dos criminosos, dos corruptos. Foram punidos os criminosos do Prefeito João Leocádio, de Buriti Bravo, por exemplo? Quem são eles? Será punido o Deputado Paulo Neto.

O Parquet – Com sua experiência de advogado e promotor não tem receio de ser mal compreendido, tendo em vista que das decisões judiciais cabem recurso?
Coroba – Os recursos judiciais as vezes não bastam, não impedem o mal da impunidade. As vezes é preciso gritar, gritar, gritar... Ou só os recursos resolvem? Ou só os recursos bastam? Neste caso do Prefeito Bertin, os recursos judiciais bastam? Não, absolutamente.

O Parquet – O Promotor Coroba estaria tratando esse processo [que apura a morte do prefeito Bertim] como algo pessoal e não como um agente do Estado?
Coroba – Pessoal? Nunca, por qual interesse? O Promotor de Justiça como agente do Estado deve lutar contra a impunidade, com todas as forças, se possível extraordinariamente.

O Parquet – O que espera que aconteça a partir desse gesto?
Coroba – A expectativa de contribuir para a reflexão do papel do Ministério Público no efetivo combate à corrupção e à criminalidade. Esse combate deve ocorrer apenas no processo formal? É possível a atuação fora do processo? Como, nesse campo, o Ministério Público responderá às demandas da sociedade? Quais as garantias, inclusive pessoais, dos membros do Ministério Público?

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O Ministério Público que queremos e estamos edificando, pois, com férrea determinação e invulgar coragem, não é um Ministério Público acomodado à sombra das estruturas dominantes, acovardado, dócil e complacente com os poderosos, e intransigente e implacável somente com os fracos e débeis. Não é um Ministério Público burocrático, distante, insensível, fechado e recolhido em gabinetes refrigerados. Mas é um Ministério Público vibrante, desbravador, destemido, valente, valoroso, sensível aos movimentos, anseios e necessidades da nação brasileira. É um Ministério Público que caminha lado a lado com o cidadão pacato e honesto, misturando a nossa gente, auscultando os seus anseios, na busca incessante de Justiça Social. É um Ministério Público inflamado de uma ira santa, de uma rebeldia cívica, de uma cólera ética, contra todas as formas de opressão e de injustiça, contra a corrupção e a improbidade, contra os desmandos administrativos, contra a exclusão e a indigência. Um implacável protetor dos valores mais caros da sociedade brasileira. (GIACÓIA, Gilberto. Ministério Público Vocacionado. Revista Justitia, MPSP/APMP, n. 197, jul.-dez. 2007)