A vida só tem um sentido, e o único sentido que a vida tem é quando investimos nossa vida na vida dos outros, ou quando encarnamos a luta dos outros como se ela fosse nossa, a luta do coletivo. Esta é a lida do Promotor de Justiça: lutar pela construção contínua da cidadania e da justiça social. O compromisso primordial do Ministério Público é a transformação, com justiça, da realidade social.


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20 de fevereiro de 2018

A Cama de Procusto


“Na mitologia grega, Procusto era o cruel senhor de uma pequena propriedade em Coridalos, na Ática, a caminho entre Atenas e Elêusis, onde os misteriosos ritos eram realizados. Procusto tinha uma noção peculiar de hospitalidade: raptava os viajantes, presenteava-os com um generoso jantar e depois convidava-os a passarem a noite numa cama assaz especial. Queria que a cama servisse na perfeição ao viajante. Aos que fossem demasiado altos, cortava-lhes as pernas com um machado aguçado; os que fossem demasiado baixos eram esticados (dizia-se que o seu nome era Damastes, ou Polipémon, mas tinha como alcunha Procusto, que significava 'o esticador'). Procusto acabou por provar do seu próprio veneno, na mais pura justiça poética. Acontece que um dos viajantes foi o intrépido Teseu, que viria a matar o Minotauro mais tarde na sua carreira heroica. Após o habitual jantar, Teseu fez Procusto deitar-se na sua própria cama. Depois, para que ele lá coubesse na costumeira perfeição, decapitou-o. Teseu seguiu, assim, o método Herculano de pagar na mesma moeda”.

(TALEB, Nassim Nicholas. A Cama de Procusto. Tradução de Rita Almeida Simões. Publicações Dom Quixote: Alfragide – Portugal, 2010, p. 11)

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