A vida só tem um sentido, e o único sentido que a vida tem é quando investimos nossa vida na vida dos outros, ou quando encarnamos a luta dos outros como se ela fosse nossa, a luta do coletivo. Esta é a lida do Promotor de Justiça: lutar pela construção contínua da cidadania e da justiça social. O compromisso primordial do Ministério Público é a transformação, com justiça, da realidade social.


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5 de junho de 2015

Carga Horária do Promotor de Justiça

 
"Ao contrário do que muitos pensam, quando o Promotor de Justiça sai do Fórum para casa ele não termina o seu ofício. Sempre leva processos para examinar em casa nos feriados e finais de semana. Via de regra, o Promotor de Justiça passa muito mais tempo examinando processos em casa, até tarde da noite, do que no Fórum. O Fórum é o local da audiências, onde se realiza a parte oral do processo, como a oitiva de testemunhas e depoimentos da partes. A parte escrita do processo é feita quase toda em casa pelo Promotor de Justiça, que não tem dia livre, já que todo dia é dia de examinar processos. O Promotor de Justiça não tem horário fixo para trabalhar, pois só tem certeza do horário do início dos trabalhos, uma vez que as audiências frequentemente entram pela noite e normalmente os Promotores de Justiça substituem os colegas por vários motivos, como problemas de saúde, de modo que é comum uma substituição automática, nas comarcas maiores, com mais de um Promotor de Justiça. Muitas vezes o Promotor de Justiça tem que responder por várias Promotorias de Justiça, o que faz com sacrifício do tempo ao lado da família para poder prestar um bom serviço para sociedade. Muitos Promotores de Justiça apenas trabalham e dormem, sem vida social, pois o Ministério Público é como um sacerdócio, e o dever vem sempre em primeiro lugar. Ao contrário do que alguns poderiam pensar, tanto trabalho não frustra o Promotor de Justiça, pois por amar sua profissão, o Promotor de Justiça sente-se realizado todo dia quando encosta a cabeça no travesseiro, com a consciência do dever bem cumprido. Enfim, é uma profissão para os que amam servir o próximo, ainda que em prejuízo do próprio lazer, pois quem ama o que faz trabalha com alegria e boa vontade."
 
Por Luiz Eduardo Sant'Anna Pinheiro, Promotor de Justiça do Ministério Público do Estado de Mato Grosso do Sul. 

Um comentário:

Anônimo disse...

Infelizmente não é isso que se vê na prática, ao menos no RJ: assessores em cargo comissionados (por vezes em nepotismo trocado) fazendo o trabalho do promotor; recessos forenses onde só quem descansa é o promotor de justiça e o juiz; férias de servidores não autorizadas simplesmente porque não aceitam que o servidor emende férias com um feriado, por ex. Ponto eletrônico, correições, tudo direcionado aos servidores, carga horária estilo TQQ (terça, quarta e quinta); plantões remunerados a 2 mil reais para o promotor simplesmente chegar as 15h e ir embora às 18h. Em toda carreira existem os bons e maus profissionais, entretanto, bons profissionais nesta área têm sido cada vez mais exceções...

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O Ministério Público que queremos e estamos edificando, pois, com férrea determinação e invulgar coragem, não é um Ministério Público acomodado à sombra das estruturas dominantes, acovardado, dócil e complacente com os poderosos, e intransigente e implacável somente com os fracos e débeis. Não é um Ministério Público burocrático, distante, insensível, fechado e recolhido em gabinetes refrigerados. Mas é um Ministério Público vibrante, desbravador, destemido, valente, valoroso, sensível aos movimentos, anseios e necessidades da nação brasileira. É um Ministério Público que caminha lado a lado com o cidadão pacato e honesto, misturando a nossa gente, auscultando os seus anseios, na busca incessante de Justiça Social. É um Ministério Público inflamado de uma ira santa, de uma rebeldia cívica, de uma cólera ética, contra todas as formas de opressão e de injustiça, contra a corrupção e a improbidade, contra os desmandos administrativos, contra a exclusão e a indigência. Um implacável protetor dos valores mais caros da sociedade brasileira. (GIACÓIA, Gilberto. Ministério Público Vocacionado. Revista Justitia, MPSP/APMP, n. 197, jul.-dez. 2007)