A vida só tem um sentido, e o único sentido que a vida tem é quando investimos nossa vida na vida dos outros, ou quando encarnamos a luta dos outros como se ela fosse nossa, a luta do coletivo. Esta é a lida do Promotor de Justiça: lutar pela construção contínua da cidadania e da justiça social. O compromisso primordial do Ministério Público é a transformação, com justiça, da realidade social.


Pesquisar Acervo do Blog

Seguir por E-mail

Seguidores

23 de março de 2015

Porte de Arma e Homicídio: Concurso Material ou Consunção?


“(...) Para que se configure o concurso, é necessário que as condutas apresentem autonomia em seus contextos fáticos.

(...)

Ilustramos: um sujeito porta uma arma em um bar, e por eventualmente ter se envolvido em uma discussão, atira e mata seu desafeto. Percebe-se que a situação de perigo (em razão do porte ilegal da arma) já se encontra plenamente consolidada, antes mesmo do início da discussão que gerou o homicídio.

(...) No entanto é possível que o porte ocorra unicamente no momento do disparo; exemplifiquemos: em uma sessão de julgamento em plenário do Tribunal do Júri, o réu percebe o estado de desatenção do policial, e apodera-se de sua arma de fogo; ato contínuo, efetua disparo contra a testemunha-chave do processo, que prestava depoimento naquele momento. Percebe-se da hipótese que não havia situação pretérita ao porte e disparo, não se podendo falar em incidência em porte ilegal, seja antes ou depois do tiro, o que leva à consunção da figura do porte pelo disparo.” (grifamos)

Fonte: SOARES, Felício. Manual sobre armas de fogo para operadores do Direito. Ímpetus, 2011, pgs. 105/106.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Atuação

Atuação

Contra a Corrupção

Dicionário

iDcionário Aulete

Cartilha do Jurado

Cartilha do Jurado
Clique na imagem. Depois de aberta, clique na parte inferior direita para folhear.

Você sabia?

Você sabia?

Paradigma

O Ministério Público que queremos e estamos edificando, pois, com férrea determinação e invulgar coragem, não é um Ministério Público acomodado à sombra das estruturas dominantes, acovardado, dócil e complacente com os poderosos, e intransigente e implacável somente com os fracos e débeis. Não é um Ministério Público burocrático, distante, insensível, fechado e recolhido em gabinetes refrigerados. Mas é um Ministério Público vibrante, desbravador, destemido, valente, valoroso, sensível aos movimentos, anseios e necessidades da nação brasileira. É um Ministério Público que caminha lado a lado com o cidadão pacato e honesto, misturando a nossa gente, auscultando os seus anseios, na busca incessante de Justiça Social. É um Ministério Público inflamado de uma ira santa, de uma rebeldia cívica, de uma cólera ética, contra todas as formas de opressão e de injustiça, contra a corrupção e a improbidade, contra os desmandos administrativos, contra a exclusão e a indigência. Um implacável protetor dos valores mais caros da sociedade brasileira. (GIACÓIA, Gilberto. Ministério Público Vocacionado. Revista Justitia, MPSP/APMP, n. 197, jul.-dez. 2007)