A vida só tem um sentido, e o único sentido que a vida tem é quando investimos nossa vida na vida dos outros, ou quando encarnamos a luta dos outros como se ela fosse nossa, a luta do coletivo. Esta é a lida do Promotor de Justiça: lutar pela construção contínua da cidadania e da justiça social. O compromisso primordial do Ministério Público é a transformação, com justiça, da realidade social.


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13 de fevereiro de 2015

Narcisismo à custa da República

 
Manda o §1º do artigo 37 da Constituição Federal: “A publicidade dos atos, programas, obras, serviços e campanhas dos órgãos públicos deverá ter caráter educativo, informativo ou de orientação social, dela não podendo constar nomes, símbolos ou imagens que caracterizem promoção pessoal de autoridades ou servidores públicos”.
 
Eugênio Bucci investiga e analisa neste livro as fronteiras da “supermáquina da comunicação oficial”, trazendo à tona uma realidade escandalosa e ainda pouco discutida, relativa aos interesses privados e às táticas de informação nas diferentes esferas do poder público. A ideia é desmontar uma “usina de propaganda ideológica” e autopromoção, que precisa ser revista. Com uma investigação minuciosa, Bucci questiona os atores envolvidos (máquina pública, mercado privado, partidos políticos, estrategistas) e propõe alternativas com base em experiências de outros países, como a da BBC de Londres.
 
Título: Estado de Narciso
 
Subtítulo: A Comunicação Pública a Serviço da Vaidade Particular
 
Autor: Eugênio Bucci
 
Editora: Companhia das Letras
 
Edição: 1
 
Ano: 2015
 
Idioma: Português
 
Especificações: Brochura | 232 páginas
 
ISBN: 978-85-3592-539-5
 

Um comentário:

Anônimo disse...

Ótimo tema é necessária discussão! Já ingressei com ações por improbidade por essa recorrente prática de colocar nomes e símbolos de agentes políticos em obras, outdoors, jornais, prédios públicos e até uniformes escolares.... Porém todas as ações, passadas as decisões de condenações por juízes de primeiro grau, caíram rumo absolvição nos tribunais... O maior "argumento juridico" é que se trata de uma identificação da administração (!!!) e que "não houve dano ao erário ou enriquecimento do agente"!! Bom, devo estar esganado ao achar que isso não está no artigo citado na postagem nas letras da CF. Também devo caminhar por ideia errada ao achar que essas verbas gigantescas com propagandas dão prejuízo ao etário ao derivarem de nossos impostos e que pela lei deveriam ir para saúde, educação. Segurança publica, etc....
Fernando Zaupa
Promotor de Justiça
Campo Grande-MS

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O Ministério Público que queremos e estamos edificando, pois, com férrea determinação e invulgar coragem, não é um Ministério Público acomodado à sombra das estruturas dominantes, acovardado, dócil e complacente com os poderosos, e intransigente e implacável somente com os fracos e débeis. Não é um Ministério Público burocrático, distante, insensível, fechado e recolhido em gabinetes refrigerados. Mas é um Ministério Público vibrante, desbravador, destemido, valente, valoroso, sensível aos movimentos, anseios e necessidades da nação brasileira. É um Ministério Público que caminha lado a lado com o cidadão pacato e honesto, misturando a nossa gente, auscultando os seus anseios, na busca incessante de Justiça Social. É um Ministério Público inflamado de uma ira santa, de uma rebeldia cívica, de uma cólera ética, contra todas as formas de opressão e de injustiça, contra a corrupção e a improbidade, contra os desmandos administrativos, contra a exclusão e a indigência. Um implacável protetor dos valores mais caros da sociedade brasileira. (GIACÓIA, Gilberto. Ministério Público Vocacionado. Revista Justitia, MPSP/APMP, n. 197, jul.-dez. 2007)