A vida só tem um sentido, e o único sentido que a vida tem é quando investimos nossa vida na vida dos outros, ou quando encarnamos a luta dos outros como se ela fosse nossa, a luta do coletivo. Esta é a lida do Promotor de Justiça: lutar pela construção contínua da cidadania e da justiça social. O compromisso primordial do Ministério Público é a transformação, com justiça, da realidade social.


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1 de novembro de 2007

Paz sem voz, é medo


“Paz sem voz, não é paz, é medo”.

O verso, de Minha Alma, música gravada originalmente pelo O Rappa e, depois, regravada por Maria Rita, serve muito bem para ilustrar esta blogagem coletiva. O que todos queremos, antes de tudo, é ter voz, poder falar e ser ouvido. E isso tanto em nível local, quando se trata de conseguir a paz mediante a redução da violência, quanto em nível mundial, com o fim das guerras e o aproveitamento dos recursos nelas dispendidos em ações que levem ao fim da fome, por exemplo.

O que vemos hoje, uma extrema sensação de violência e insegurança, é muito fruto da mídia, que destaca sempre o lado ruim das coisas. Não que a violência - e a guerra é apenas uma manifestação dela - não exista. Existe, sim. Mas é maximizada, como mostra relatório recentemente divulgado, que aponta um aumento da paz a partir do final da guerra fria.

Se os números são animadores, ainda vemos muita violência, guerras, matanças, disputas e nelas estão envolvidas milhões de pessoas. À guerra, por exemplo, são destinados bilhões de dólares que se aplicados no combate à fome, faria ela desaparecer de todo o mundo em muito pouco tempo. Se estamos pagando para matar milhões, poderíamos estar pagando para salvar milhões.

Lembremo-nos que, aqui no Brasil e fora do país, os recursos destinados ao combate à violência ou às guerras saem dos impostos pagos pelos contribuintes. Se tivéssemos menos violência poderíamos, pelo menos em tese, pagar menos impostos, o que mostra que até do ponto de vista financeiro a paz é uma boa coisa.

O que podemos fazer para mudar a situação atual? Como pessoas, atuar no sentido de ter relações de paz com quem está ao nosso lado, trabalha conosco, convive no nosso dia a dia. Como blogueiros, nos unir e afirmar, para que todos saibam, que a paz é o que queremos, o que buscamos e que estamos deixando o medo de lado e levantando nossa voz em favor dela.

Assim, juntos, sem medo, vamos fazer com que nossa voz seja ouvida. Juntos, blogueiros e seus leitores, podemos dizer: Nós queremos paz. E que ela comece agora.

Vamos sonhar um sonho coletivo. Vamos consagrar a diversidade. Vamos estimular a tolerância. Vamos adotar uma postura de não violência. E vamos construir nossos sonhos focados na paz, começando nos pequenos gestos e ampliando nossa voz para que sejamos ouvidos. Vamos, com nossos gestos e nossa ação, contribuir para que tenhamos, amanhã, um mundo melhor.

Eu ouso sonhar. E ouso mais, pedir a todos que sonhemos juntos.

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O Ministério Público que queremos e estamos edificando, pois, com férrea determinação e invulgar coragem, não é um Ministério Público acomodado à sombra das estruturas dominantes, acovardado, dócil e complacente com os poderosos, e intransigente e implacável somente com os fracos e débeis. Não é um Ministério Público burocrático, distante, insensível, fechado e recolhido em gabinetes refrigerados. Mas é um Ministério Público vibrante, desbravador, destemido, valente, valoroso, sensível aos movimentos, anseios e necessidades da nação brasileira. É um Ministério Público que caminha lado a lado com o cidadão pacato e honesto, misturando a nossa gente, auscultando os seus anseios, na busca incessante de Justiça Social. É um Ministério Público inflamado de uma ira santa, de uma rebeldia cívica, de uma cólera ética, contra todas as formas de opressão e de injustiça, contra a corrupção e a improbidade, contra os desmandos administrativos, contra a exclusão e a indigência. Um implacável protetor dos valores mais caros da sociedade brasileira. (GIACÓIA, Gilberto. Ministério Público Vocacionado. Revista Justitia, MPSP/APMP, n. 197, jul.-dez. 2007)